Heyyy, daqui é a Rutto! Já cá não postava há um tempo XDD
Mas... YA! É só mesmo para postar uma coisinha para a outra dona do blog :3
bai bai!
One Shot by: Lee Sungtae
Escrita a: 7 de Julho de 2010
Dedicada a: A minha Pet, que já me escreveu algumas histórias e estava na altura de retribuir. Espero que gostes! Saranghae <33
Dream a little dream
Sonhos. Pois, era tudo o que tinha. Todos os dias, no fim dos treinos, o via sair no ginásio, completamente suado. Quando tirava a t-shirt mostrando-me aqueles músculos magníficos, deixava-me noutra dimensão.
Mal ele sabia que a minha mente fantasiava todo o tipo de situações. Os lábios dele nos meus, os seus braços à volta do meu corpo… Enfim, Kim Harin, tu precisas mesmo duma vida.
Havia uma rapariga que todos os dias o esperava lá fora. Linda, corpo bem feito, cabelos sedosos… Perfeita, por assim dizer. E eu não era mais do que uma colega no grupo de dança com quem Taecyeon falava de vez em quando para perguntar qualquer coisa a ver com a música, os passos ou outra coisa que tivesse sempre a ver com o mesmo contexto. E sim, esse é o seu nome. Ok Taecyeon. Tanto tinha de lindo como tinha de simpático. Preocupava-se com toda a gente. Eu, despassarada como sou, várias vezes tropecei nos próprios pés. Tudo isto porque me distraia olhando para Taecyeon. Que burrice. Se bem que me valia a sua preocupação.
Hoje não foi excepção…
“Vá malta, não custa nada!” – Exclamou Taecyeon sorrindo. – “É só dar três batidas com o pé direito, saltar e trocar os pés!”
Claro que não custava nada! Eu conseguia! Era boa dançarina, simplesmente… Bom, as distracções não ajudavam à concentração.
Estava tudo a correr bem até chegar à parte de saltar e trocar os pés. Nesse preciso momento, o raio do rapaz resolve, mais uma vez, tirar a maldita t-shirt e deixar-me de boca aberta. Resultado? Caí redonda no chão. Mais uma vez.
“Harin!” – Gritou correndo para mim. – “Estás bem?”
“Aii…” – Gemi, levando a mão ao tornozelo. – “Estou.”
“Mas tens o tornozelo inchado…”
“Eu estou óptima…!”
Estupidez da minha parte. Tentei levantar-me fazendo-me de forte mas isso só contribuiu para mais dores no pé. Desequilibrei-me devido à fraqueza do tornozelo mas, em vez de cair de novo no chão, aterrei em algo bem mais quente.
Nomeadamente os braços dele…
“Óptima uma ova!” – Riu. – “Anda, eu levo-te à enfermaria.”
“Mas a enfermeira não está lá agora…”
“Eu sei disso.” – Sorriu. – “Mas eu também sei cuidar de tornozelos inchados.”
Pediu aos demais alunos que prosseguissem os ensaios e levou-me ao colo para a enfermaria. Para não cair, tive de me agarrar ao seu pescoço. Era maravilhoso estar embrulhada naqueles braços tão quentes. Só me apetecia adormecer, ali enroscada, tão protegida…
“Chegámos.” – Anunciou na sua voz calma e linda, enquanto me pousava na pequena maca preta, coberta por uma folha de papel, tal e qual como nas clínicas.
“Tens a certeza que sabes tratar de tornozelos inchados? Pareces perdido…”
“Ahm… Certezinha absoluta!” – Exibiu aquilo que me pareceu ser um sorriso amarelo.
“Pois…”
Tanto me remexi na maldita maca desconfortável que acabei por rasgar o papel. Fiz um ar de “ups” e peguei no bocado que se soltara.
“Não há problema.” – Confortou. – “Há mais aí por cima da tua cabeça.”
Olhei para cima e, de facto, pude constatar que era verdade.
Taecyeon pegou numa pomada anti-inflamatória e em ligaduras. Passou a pomada gentilmente pelo meu tornozelo magoado, massajando-o.
“Quem é a tua namorada?”
Ele olhou-me confuso.
“Namorada?”
“Sim, aquela rapariga que espera por ti todos os dias quando sais daqui… Ela é bonita.”
“É… Mas não é minha namorada.”
“Não?”
“Não, é só uma amiga.” – Ele continuava a massajar-me o pé. – “Quer dizer, eu acho que ela gosta de mim mas…”
“Mas…”
Suspirou. Enquanto arrumava a pomada e me metia a ligadura no pé, nada disse.
“Mas eu não quero nada com ela.” – Arrematou pousando-me o pé com jeitinho em cima da maca. – “Estás melhor?”
“Sim…”
“Porque é que querias saber se ela é minha namorada?”
“Por nada… Curiosidade.”
Taecyeon pousou as mãos na maca, cada uma dum lado, encurralando-me ali. Se eu já estava mal do pé, assim tornava-se muito mais dificil escapar.
“Curiosidade?”
O rosto dele cada vez mais se aproximava do meu.
“S-Sim…”
“Tens a certeza que é só isso?”
“T… Tenho…”
E agora os seus lábios quase tocavam nos meus.
“É que eu tenho um motivo bem forte para não querer namorar com ela.”
“Qual?” – Engoli em seco.
Não respondeu com palavras, mas sim com acções. Com uma acção, aliás. E, de facto, aquilo que mais queria. Os seus lábios nos meus num beijo profundo e apaixonado. Se ele gostava de mim, disfarçava bem.
Os beijos pequeninos e doces que começou por me dar nos lábios, foram se transformando num mais intenso e quente. Uma brasa autêntica.
“Nunca poderia namorar com ela, quando estou apaixonado por ti…” – Sussurrou contra os meus lábios.
“Eu…”
Calou-me com outro beijo. Ele sabia exactamente o que eu sentia por ele: o mesmo que ele sentia por mim.
FIM