Domingo, 11 de Abril de 2010

You

Mais um conto lamechas xDD (isto vai-se tornar tipo telenovela xD)

Desculpem o tamanho, deve ser mesmo chato de ler ._.

 

Este, foi baseado num sonho que tive esta noite, apenas troquei os personagens e algumas partes da hstória para fazer algum sentido...

 


Estava a escurecer.

Sabia que, quando anoitecesse, a minha mente se encheria de imagens que eu não queria, de todo, ver. E suportá-las era o maior esforço que eu fazia.

Amar alguém que não parecia, de todo, interessado em nós, tornava o desejo uma espécie de dor dilacerante. Ás vezes eu já desejava senti-la.

Não é que eu fosse masoquista – Deus me livre. – Mas por vezes pensava que ao sentir a dor provocada por alguém facilitava o seu esquecimento.

Estava errada.

Foi no meio do meu raciocínio quase filosófico que senti o meu telemóvel a vibrar.

Era a Minchan.

“Olá Sungtae!” – Disse ela, alegremente, do outro lado do telemóvel.

Minchan era a minha melhor amiga. Tinha o dom de conseguir compreender-me melhor que ninguém, e havia alturas que só a sua voz me conseguia tranquilizar.

“Annyong!” – Respondi-lhe, tentando imitar a sua alegria.

“Estás a fazer alguma coisa?” – Perguntou-me. Mas antes de eu ter tempo de responder, ela continuou. – “Espero bem que não! Fui convidada para uma festa esta noite. Pensei que quisesses vir comigo!”

“Oh, eu não tou com muita disposição para festas…”

“Anda lá! Não te vais ficar a deprimir quando te podes divertir um bocado…”

“A sério Minchan… Não me apetece muito ir…”

“Se eu te disser que o Taemin vai, convenço-te?”

O meu coração deu um salto enorme. Respirei fundo e tentei falar com indiferença.

“Se eu fosse, não seria por ele…”

“Claro…” – Ironizou ela. – “Estou á tua porta daqui a uma hora. Vais como estiveres apresentada.”

“Ma…”

Não tive tempo de responder, ela desligou a chamada.

Soltei um longo e profundo suspiro enquanto abria a porta do armário.

 

***

 

Minchan conseguia, por vezes, ser tão pontual que até irritava.

Quando tocou á campainha, estava eu a concluir o trabalho minucioso de esticar o cabelo.

“Annyong! Afinal não te tenho de levar de atrelado…” – Comentou ela, dando uma risadinha.

“É… Tinha de ir de uma maneira ou de outra, não era? Mais vale ir apresentável.”

“Assim é que eu gosto!” – Disse, sorrindo. – “Vamos?”

“Vou só buscar a mala”

Quando tranquei a porta e senti a brisa suave a bater-me na cara, senti-me quase bem.

“Achei que podíamos ir a pé. A festa é só a uns quarteirões daqui.” – Justificou-se Minchan, enquanto começava a andar.

“Sim, sem problema!” -  Disse. – “Afinal de quem é a festa?”

“Sabes aquele miúdo loiro, todo musculado que é finalista este ano? Eu não me lembro o nome dele…”

“Sim.”

“Ele fez uma aposta com outro. Disse que ia dar uma festa que iria ficar para a história. Idiotices… Alugou um espaço, vê-se logo que é um menino rico, e convidou dois terços da escola. E disse a esses dois terços para levarem amigos.” – Depois corou ligeiramente. – “O Kibum convidou-me…”

“Oh, já estou a ver que vou segurar a vela…” – Disse, em tom de brincadeira, embora a situação de vela fosse bastante desagradável.

“Não, de forma alguma!”

Chegamos a uma pequena vivenda. A porta da frente estava completamente escancarada e de lá de dentro saía música a altos berros. Viam-se algumas pessoas a dançar.

Entrei atrás de Minchan. Ela encontrou logo alguns conhecidos que eu também cumprimentei, de forma educada.

Lá dentro havia o ambiente de discoteca. O que outrora fora uma enorme sala, agora era uma espécie de pista de dança. Havia também a um canto um bar improvisado e uns puffs espalhados aleatoriamente em volta da pista de dança. Ao fundo, haviam umas escadas de metal que pareciam instáveis, com algumas pessoas sentadas nos degraus.

“Isto parece estar animado!” – Girou Minchan, para que eu a ouvisse.

“Podes crer!”

“Oh…” – Gemeu ela. – “Está ali o Kibum… Eu volto já Sungtae!”

“Nem precisas de voltar…” – Murmurei, ficando um pouco chateada.

Olhei em volta e avistei alguns conhecidos num canto mais escuro da sala, sentados nuns puffs. Decidi que faria mais lá que ali especada a olhar em volta.

Aproximei-me, desviando-me das pessoas que dançavam (algumas provavelmente já deviam ter bebido um pouco demais).

“Olá pessoal” – Disse, sorrindo.

Recebi alguns sorrisos de volta, acompanhados por “olás” fogosos.

Mas houve um que me fez estremecer.

Olhei para o lado, e lá estava ele. Tão perfeito, tão calmo, tão bonito… Tinha um sorriso estampado no seu rosto de boneco que eu derretia só de ver. E aquele era para mim. Só para mim.

Sentei-me num puff vazio que, logo por azar (ironicamente falando) estava ao lado dele.

As minhas bochechas ferviam, e eu agradeci bastante o facto de a luz ser muito fraca.

Começamos numa conversa que mais parecia de gente surda, dado que metade do que se dizia não era compreendido. Desejei dar um tiro ao DJ quando o Taemin falou, pois não tive oportunidade de ouvir a sua doce voz, mesmo estando ao seu lado.

Olhei-o atentamente; ele era uma espécie de íman para os meus olhos; mas quando ele retribuiu o olhar, tive de ceder. Sentia-me sempre envergonhada quando ele olhava para mim, e não percebia como é que ele ainda não tinha reparado.

De repente, a conversa cessou quando uma rapariga se aproximou.

Resmunguei entre dentes quando percebi quem era: Eunhee, da mesma turma que o Taemin e que se fazia a ele a toda a força. Odiava-a de morte.

“Boa noite!” – Disse, numa voz esganiçada, dirigindo-se especialmente ao príncipe dos meus sonhos.

“Só se for para ti…” – murmurei.

Reparei que Taemin lhe mostrou um sorriso igual ou ainda mais bonito do que o que me mostrara a mim. E isso mostrou-se um pouco doloroso para mim.

Tinha ciúmes? Tinha! Nunca o admitiria, mas sentia-os!

Quando Eunhee se sentou ao lado de Taemin, os dois partilhando o mesmo puff, esses “ciúmes” tornaram-se uma espécie de raiva.

Lancei-lhe um olhar aborrecido, e ela retribuiu-me com um pouco de desdém.

Eunhee era quase profissional da sedução. Ás vezes perguntava-me qual era o seu local de trabalho: se a escola, ou a rotunda.

Tocava-lhe no cabelo e ria-se cada vez que ele abria a boca, mesmo que se o que ele dissesse não tivesse piada nenhuma. E isso começava a pôr-me os nervos á flor da pele.

Chegou a uma altura que se tornou insuportável. Levantei-me rapidamente, lançando-lhe outro olhar irado.

“Vou buscar uma bebida.” – Disse, desprovida de emoções, e mordendo ligeiramente o lábio inferior para evitar dizer aquilo que me passava na cabeça.

Quando virei costas, a surpresa invadiu-me.

“Eu vou contigo.”

Olhei para trás e Taemin também se tinha levantado.

“Não preciso de companhia…” – Disse, mas logo me arrependi.

“Eu sei.” – Disse ele calmamente. – “Mas eu também quero beber qualquer coisa.”

Não respondi. Caminhamos um pouco lado a lado e dirigimo-nos ao “bar”.

Pedi bebidas para os dois.

“Pago eu.” – Disse ele, amavelmente.

“Mas…”

“Não queres que eu te ofereça uma bebida?”

Deixou-me sem palavras.

Enquanto caminhávamos em direcção aos puffs, não resisti e perguntei-lhe o que me estava entalado á garganta.

“Tu e a Eunhee andam a sair?”

Ele parecia um pouco surpreendido. Depois, um pouco encavacado, respondeu: “Não. Mas a Eunhee é uma rapariga bastante interessante…”

Senti-me a cair, em câmara lenta.

“Isso quer dizer que tu e ela… Algum dia…”

“Porque é que estás tão interessada?” – Perguntou-me ele, sem rodeios.

Suspirei, completamente embaraçada. Ele hoje estava a atingir todos os meus pontos fracos e eu não conseguia dar a volta.

“Por nada…” – murmurei.

“Se queres que te diga, receio bem que eu e ela não tenhamos nada, nem agora, nem no futuro.” – Suspirou. – “Na verdade… gosto de outra pessoa.”

Engoli em seco. Estava a encher-me de esperanças. Mas se a outra pessoa não fosse eu…

“Eu não me vou intrometer mais…” – Murmurei.

Nesse momento, passávamos ao pé das escadas de metal. Subi os primeiros degraus. Era instável. Tal como eu me sentia agora.

Sentia-me como se tivesse a pisar algo que a qualquer momento pudesse cair.

Taemin seguiu-me. Quando se encontrava no mesmo degrau que eu, agarrou-me na mão.

Senti-me percorrida por uma espécie de corrente eléctrica agradável, enquanto o meu coração disparava em batimentos acelerados que faziam com que a minha respiração ficasse tão rápida como se eu tivesse corrido um quilómetro sem parar.

Senti-o a puxar-me. Segui-o, até ao piso superior.

Não estava lá ninguém.

Parecia uma espécie de sótão, desarrumado, cheio de pirâmides, algumas mais altas que eu. E estava muito escuro.

Taemin, sem nunca me largar, enfiou-se no meio daquele mar de desordem. Quando estávamos próximos de uma parede, cercados por caixas e moveis, ele parou á minha frente. A luz era quase inexistente mas eu podia jurar que via os seus olhos fixarem os meus.

“Eu amo-te, Sungtae…” – Disse, e eu senti a sua mão subir pelo meu braço, arrepiando-me, até atingir a base do meu pescoço e ficando aí repousada. – “Não sei se sentes o mesmo mas…”

“Mas eu sinto…” – Completei.

Senti-o a fazer pressão na minha nuca, puxando-me para ele. Quando dei por mim, estava envolta nos seus braços, como sempre desejara, sentindo o seu coração bater por mim, tal como o meu batia por ele. Senti-o a procurar os meus lábios, e eu deixei-me levar por aquele pico de loucura, beijando-o como nunca beijara ninguém….

publicado por Harinnie d(^.^)b às 13:03
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6 comentários:
De Mintae a 11 de Abril de 2010
OMO! Tu nem me dás tempo de retribuir ;____; Eu preciso de ideias!
E de repente tou eu na maior e com que é que me deparo? Este texto magnífico *____________________*

Está tão, mas tão lindo *.* A minha mente vagueou XD

ahhh *-*
Espera só até eu ter inspiração!

Adoro-te <33
De Mudei-me. Tchauzinho. a 11 de Abril de 2010
Oh Meu Deus, também quero sonhos assim. Os nomes estão realmente queridos e a maneira como descreveste-o está primorosa.
Beijinhos e Parabéns! <3
De narmy. a 11 de Abril de 2010
está muuuuito giro, parabéns *-*
De Chiquilin a 25 de Abril de 2010
Oi!

Vim hoje à procura de leitura fixolas e vi a tua história.

Está bue mesm bem escrito, mas falta uma certa "verdade emocional" se é qe me entendes xP

Sendo rapaz, acredita qe uq se passou na tua storia raramente se passaria na realidade...

Mas sonhos são sonhos... E nunca ninguém nos pode impedir de sonhar alto...

Axo qe essa é a mensagem da tua storia no final :)

Passa tamem plo meu blog do http://sayhellotomylittlestories.blogs.sapo.pt/

Sou eu qe escrevo, mas a conta é de uma amiga minha i nao tenho a pass xP

Fica bem. :D
De Senshilie a 8 de Junho de 2010
Hallo! Estava tanto apetecer-me ler algo «coreano» que pus os pés no teu blog :b
Ow, gostei da tua novela, está tão querida *.* E engraçada ao mesmo tempo - isso é bom. Só acho que há certas partes que deviam ser descritas com um pouco mais de garra/força/sentimento. Mas gostei mesmo *-* E não é nada chato de ler, podias escrever mais e mais *o*
«Eunhee era quase profissional da sedução. Ás vezes perguntava-me qual era o seu local de trabalho: se a escola, ou a rotunda.» Adorei 0.0
Desculpa se de alguma maneira te ofendi; espero pôr cá os meus pés mais vezes :D

Beijinho xxx
De Harinnie d(^.^)b a 17 de Junho de 2010
Obrigada :D
Claro que não ofendeste! Todas as criticas são bem vindas, desde que sejam construtivas ^^

Ás vezes perco um bocado o sentimento ao escrever, porque esta história foi feita como se estivesse na cabeça de uma amiga e isso torna as coisas um pouco mais complicadas ^^ Se fosse eu ou um personagem possivelmente estava um bocadinho mais sentido xD

Anyway, obrigada pela visita, volta sempre! :D

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