Terça-feira, 31 de Agosto de 2010

Wedding Dress

Annyeong! ^^

 

Já há bué que não escrevo para aqui D=

Mas hoje estava a ouvir a Wedding Dress e tive uma ideia para uma One Shot que mais parece uma FanFic, ficou enorme o.o'''

Mas é grande, mas não é grande coisa x'D Tá um bocado nhecas

 

Mas vou postá-la ^^ Mais uma vez é dedicada à R. xD

 


Wedding Dress

(31/Agosto/2010)

 

 

Faltava meia hora. Mas o tempo não me preocupava, pois era já conhecimento geral que a noiva se atrasava.

Parei em frente à janela, desviei as cortinas e olhei lá para fora. Estava um belo dia de Julho; o sol exibia os seus raios num céu muito azul. Há algum tempo que não havia um dia como este.

Ouvi Minchan a entrar no quarto. Sabia que era ela, pois ela tinha-me prometido ajudar com o vestido e o cabelo.

“Annyeong, princesa!” – Disse ela alegremente.

Virei-me para a ver: trazia um vestido rosa claro, com o seu cabelo apanhado de forma trabalhada e uma pequena malinha brilhante. Pousou a mala numa cadeira e deu-me um abraço bem apertadinho.

“Como estás? Nervosa?” – Perguntou, agarrando-me as mãos.

“Um pouco…” – Disse eu. Também sorri. – “Mas logo passa…”

Ela deu uma risada. – “Não passa não. Hoje vai ser um dia longo… vai mudar tudo.”

Acabei por soltar as mãos dela e voltei a fitar o céu azul: Será que daqui a algumas horas iria ver o céu como se tivesse outros olhos? Quão vão mudar as coisas? Nada se vai manter?

Tantas perguntas me surgiam; mas tudo parecia certo. Pelo menos eu esforçava-me para que todas estas coisas fizessem algum sentido. Se eu o amava, porque não partilhar a minha vida com ele?

“Vamos tratar de ti?” – Perguntou Minchan.

Assenti e aproximei-me dela.

O meu vestido era de sonho. Branco, para manter a tradição, que arrastava no chão numa cauda, o seu decote em forma de coração e segurava-se nos ombros num tecido quase transparente.

Despi a roupa que envergava. Minchan ajudou-me a passar no meio daquele monte de tecido e de seguida apertou-me o fecho, fazendo-o ajustar-se ao meu corpo.

“Linda!” – Exclamou.

Ainda não me tinha habituado muito bem a andar de saltos, pelo que quando os calcei, desequilibrei-me e tive de me apoiar no ombro de Minchan para não ver o chão mais de perto. Só esperava que isso me acontecesse mais tarde…

“Agora senta-te na cama, que eu vou-te maquilhar.”

Obedeci. Quando fechei os olhos para ela começar com o seu trabalho, não os voltei a abrir até ela me fazer, não só a maquilhagem, mas também o penteado.

Quando me olhei ao espelho, não pude deixar de apreciar positivamente o trabalho de Minchan. Tinha-me feito uma maquilhagem leve, natural, e bonita. Tinha-me prendido o cabelo num bonito penteado e encaixado o véu no meio, pelo que parecia que fazia parte do meu cabelo.

Olhei para o relógio. Era hora. Nesse exacto momento, ouviu-se um martelar na porta, e de seguida, Harin entrou.

Notava-se que estava cansada e os seus cabelos que provavelmente ela se esforçara, em vão, para pentear, estavam no ar. Até o seu vestido azul estava todo fora do sítio.

“Peço desculpa…” – Arfou. – “…P’lo atraso.”

Entrou e sentou-se na cadeira onde anteriormente Minchan tinha pousado a mala. Depois estendeu-me um bonito ramo de flores, que eu agarrei e, instintivamente, aproximei do nariz para inalar o seu aroma.

“A florista atrasou-se!” – Justificou-se. – “Tive de vir a correr até aqui e vocês sabem que não é assim tão perto…”

“Queres um copo de água?” – Perguntei.

“Não é preciso…”

“O teu cabelo está um caos!” – Exclamou Minchan. – “Queres que dê um jei…”

“Não. Deixa lá.”

Também Minchan olhou para as horas, levantando-se de seguida.

“O meu pai deve estar a chegar aqui.” – Disse. – “Ele disse que te levava, Harin.”

“Oh, fixe!” – Exclamou ela, levantando-se também.

Ambas me desejaram boa sorte e me abraçaram. Quando estavam a sair, Harin voltou para trás. Fingiu que me contava um segredo, mas falou suficientemente alto para Minchan ouvir.

“Vê lá se depois quando atirares o ramo de flores acertas na Minchan, está bem?”

Ri-me, e ela também. Minchan lançou-lhe um olhar ameaçador e ambas saíram do quarto.

Nesse momento o meu riso morreu. Mais uma vez olhei pela janela, mas desisti.

Saí também eu do quarto e reparei que os meus pais me esperavam junto á porta de casa.

“Estás tão bonita…” – Murmurou minha mãe.

O meu pai estendeu-me o braço, que agarrei. – “És o meu orgulho.” – Disse.

Fui incapaz de reagir a esse comentário. Não me considerava merecedora de orgulho de ninguém, muito menos agora que todas as dúvidas que eu tentara calar começava a surgir; Agora que já era tarde demais para as remediar.

Entrei no carro tão calada como saí. A igreja fazia-me cair num silêncio tão profundo que não sabia se conseguiria dizer sim na altura que o deveria fazer. A minha mãe esgueirou-se para o interior, deixando-me a mim e ao meu pai sozinhos, no exterior da igreja.

Deviam estar lá todos. Os meus amigos, os meus familiares. Só de pensar que, ao dar o primeiro passo no interior da igreja todos os olhares se iriam centrar em mim ficava enjoada.

“Vamos?” – Perguntou o meu pai.

Foi o primeiro sim que não consegui dizer. Respondi com um aceno.

Estava realmente muita gente lá dentro, e tal como preverá, todos olharam para mim. Começou a ouvir-se a música que se toca sempre nos casamentos. Para mim, parecia um eco distante.

Ao fundo, no altar, estava aquele que dentro de pouco tempo começaria a tratar por marido, aquele que eu esperava fazer-me feliz até ao dia da minha morte: Dongjun.

Vi-o a olhar para mim com uma intensidade tal que ao fim de uns segundos tive de desviar o olhar. Sabia que ele sorria, que expirava felicidade. Eu apenas…

Todas as certezas começavam a tornar-se incertezas a cada passo que dava.

Vi Harin ao meu lado esquerdo, a acenar com um sorriso que mostrava claramente o seu apoio e lembrei-me das palavras dela quando uma vez eu partilhara com ela as minhas dúvidas. “Independentemente da tua decisão, faz o que o teu coração mandar. Faz o que é melhor para ti, pois tu não vives para os outros.”

De um dos seus lados, um dos meus melhores amigos também acenava: Junho. Ele fora o primeiro a saber que eu me ia casar, pelo que mostrava um dos sorrisos mais radiantes que jamais vira. Do outro lado de Harin estava o seu namorado, Taecyeon, que também sorria.

Vi a minha mãe sentada junto de mais familiares meus. No lado oposto, vi os familiares de Dongjun e à frente, os seus amigos.

Minchan estava sentada à frente, de mão dada com Kibum. Ao lado dele conseguia ver Jonghyun, Jinki, Minho… E Taemin.

Era o único que não olhava para mim, era o único, e isso fez-me sentir tão mal que tive vontade de virar costas e correr dali para fora. Engoli em seco, senti o braço do meu pai a afastar-se de mim e soube que dali para a frente era só eu… E Dongjun.

Vi o seu sorriso rasgado, brilhante, e forcei um sorriso da minha parte.

Agora as incertezas eram negações.

Dongjun tinha a mão quente, tão quente que quando me tocou senti um pequeno choque térmico.

Baixei o olhar. Sabia que o padre estava a falar, dizendo os votos e essas coisas todas, mas eu não o ouvia. Sentia-me tentada a olhar para trás e… Olhar para ele. Fazê-lo erguer os olhos e perceber o que estava na sua mente. Talvez isso ajudasse a minha…

Senti uma cotovelada de Dongjun. Fitei o padre e percebi que ele já devia ter feito a pergunta.

Sem pensar, respondi: - “Sim.”

Fora uma resposta tão fugaz que duvidava da credibilidade da minha palavra.

Dongjun sorriu, pelo que até tinha sido credível. Segurou a minha mão e colocou-me a aliança. De seguida, eu fiz o mesmo.

“O noivo pode beijar a noiva.”

Senti-o a aproximar-se de mim, com um sorriso. Agarrou-me as mãos e inclinou o rosto para alcançar os meus lábios.

Esperava que aquele beijo clarificasse tudo. Mas esperava tudo, menos aquilo.

 

Quando os seus lábios tocaram os meus, não senti nada. Nada. Nada de nada. Fiquei tão surpreendida que abri os olhos.

Para ajudar, pelo canto do olho conseguia visualizar a fila da frente. Minchan reparou que estava de olhos abertos, pelo que ficou um pouco surpreendida. Mas devia ter sido a única a reparar nesse detalhe, porque vi Kibum, Minho e Jonghyun sorrindo e batendo palmas como todos os outros. Ao lado, reparei que Taemin tinha o punho cerrado sobre a sua perna.

Dongjun pareceu ficar satisfeito, quando se afastou de mim, pegou-me ao colo e levou-me até ao exterior da igreja, por entre palmas e chuvas de pétalas de flores.

Pousou-me no chão e abraçou-me.

“Fizeste-me o homem mais feliz do mundo.” – Disse-me, ao ouvido, fazendo-me sentir culpada.

As pessoas começaram a sair, fazendo um círculo à volta de mim e do meu marido. Até custava pensar assim.

Procurei Taemin com o olhar e não o achei. Parecia que tinha um buraco no peito e estava cada vez maior.

“Lança o ramo!” – Disse alguem.

Olhei para as flores e sem pensar, atirei-o à toa.

“DAMN!” – Gritou alguém, e pela voz foi Harin. Olhei para ela. – “Eu disse para atirares para ela!” – Exclamou, apontando para Minchan.

Fiz um pequeno sorriso forçado, e virei-lhe costas, enquanto ela protestava por lhe ter saído o tiro pela culatra.

Fomos para o jardim onde ia ser o copo de água, Dongjun não me soltava a mão por um segundo e eu continuava incansavelmente à procura de Taemin.

Dongjun foi obrigado a largar-me quando Minchan me chamou. Fui atrás dela, quase aliviada por me afastar um pouco dele, mas isso fazia-me sentir mal. Como podia estar a fazer-lhe uma coisa destas?

“O que é que se passa?” – Perguntou-me ela, quando nos afastamos razoavelmente das outras pessoas.

Acabei por ceder e aquela confusão toda na minha cabeça transformou-se em lágrimas que começaram a escorrer pelos meus olhos.

“Unnie… Que se passa?”

“Eu… Eu acho que fiz uma grande asneira…” – Murmurei, e deixei-me cair no seu abraço, soluçando.

Ela não me perguntou mais nada; apenas me deixou deitar tudo cá para fora no seu ombro. Se calhar até já sabia as minhas dúvidas, pelo que não precisava de lhe explicar por palavras.

Acabei por desistir de chorar, pois não me levava a lado nenhum. Sequei os olhos com cuidado para não borrar mais a maquilhagem.

“Sabes do Taemin?” – Perguntei. Não tinha medo que ela percebesse aonde eu queria chegar, porque ela não me iria julgar. Nunca.

“Não sei, Unnie…” – Respondeu. – “Pergunta ao Jonghyun-oppa ou assim…”

“Obrigada…”

Afastei-me dela e percorri a multidão umas quantas vezes até achar Jonghyun, junto a Jinki. Depois, corri até ele.

“Sabes do Taemin?” – Perguntei.

“Está ali…” – Disse, apontando na direcção de umas cadeiras ao fundo. Consegui visualiza-lo. – “Porque precisas dele?”

“Queria falar com ele sobre… Bem não interessa.” – Disse.

Jonghyun encolheu os ombros e continuou a conversar com Jinki como se nada tivesse acontecido.

Agarrei no meu vestido para não arrastar no chão e caminhei rapidamente até Taemin, porque se corresse ia chamar a atenção.

Taemin estava sentado junto à extremidade de uma das mesas recheadas de comida, de braços cruzados sobre a sua camisa branca, com um olhar vago. Quando me aproximei, ele fitou-me por uns instantes, desviando o olhar logo de seguida com algum desprezo, que me atingiu que nem faca.

“Ola…” – Disse eu, a medo.

“Olá.” – Respondeu, de forma cortante.

Não soube o que dizer, mas sabia que não queria estar naquele silêncio constrangedor ao pé dele pois isso tentava-me a… olhar para ele e…

“Estás bem?” – Perguntei.

Ele fez uma pequena pausa, voltou a olhar para mim e suspirou. – “E tu?”

“Não me respondeste…”

“Que queres que responda?” – Disse ele, descruzando os braços.

“Podias estar feliz por mim…” – Murmurei. – “Apesar de tudo, somos amigos…”

“Não vou ficar feliz por ti, agora.” – Respondeu-me, mas a sua voz suavizou.

“Porquê?”

Ele voltou a suspirar.

“Estás feliz?” – Perguntou-me.

A minha resposta foi um longo silêncio.

“Bem me parecia.” – Concluiu ele.

Olhei para o chão, enquanto dava pontapés na ponta do meu vestido, fazendo-o abanar.

Ouvi-o a inspirar fundo e depois senti-o a olhar para mim, mas não tive coragem de erguer o olhar com medo que ele descobrisse tudo o que ia na minha mente.

“Noona, responde-me com sinceridade... Estás feliz?”

Mais uma vez não respondi.

“Responde-me…”

“Não quero responder.”

“Eu sei…” – Murmurou ele. – “Ter de escolher é complicado. Normalmente todos fazem as escolhas erradas e, infelizmente, só descobrem tarde demais…”

Levantou-se da cadeira e, com passos rápidos, aproximou-se dos seus Hyungs. Eu fiquei a olhar para ele, as palavras a pesarem-me imenso, e infeliz, por saber que ele tinha razão.

 

Sempre estivera dividida. E por mais que namorasse com Dongjun e as coisas até fossem encaminhadas, secretamente o meu coração também batia por Taemin. Quando nos beijamos a primeira vez aquilo não fora algo banal. Fora fogo. O mesmo nas seguintes que, quase por acidente, iam acontecendo. No entanto, não sei… Quando Dongjun me tinha perguntado se queria casar com ele, depois de dois anos de namoro, eu não soube como dizer que não. Os meus pais gostavam dele, ele era lindo, era uma boa pessoa, provavelmente até seria um bom pai. Decidi que não poderia alimentar nunca mais o que sentia por Taemin, então recalquei-o bem lá no fundo do meu coração na esperança que ele desaparecesse de dentro de mim. Aconteceu-me o contrário.

Era já noite quando a festa acabou. Minchan e Harin, bem como os seus rapazes e alguns amigos ajudaram a arrumar o jardim após a festa. Eu ia-me oferecer para ajudar também, mas Dongjun impediu-me.

“Reservei uma suite para passarmos a noite juntos…” – Murmurou ele.

Sabia o que ele queria dizer com aquilo. Sempre que ele tentara fazer amor comigo, eu tinha negado. Não me sentia preparada para esse passo. Sempre me justificaram com crenças inventadas que só depois do casamento. Infelizmente agora já não tinha a desculpa, e ele também o sabia. Quando comecei a namorar com Dongjun sempre imaginara a nossa primeira vez como algo magico. Mas aparecera Taemin e…

Ele agarrou a minha mão, abriu a porta do carro num gesto cortês e fez-me entrar. Sem outra opção, tive de me deixar levar.

Ele não estava a decifrar a minha expressão e começava a questionar-me se ele me conhecia assim tão bem como aparentava. Para ele, estava tudo num mar de rosas.

Levou-me até a um dos hotéis mais caros de Seul, pediu a chave na recepção e de seguida, pegou-me ao colo e transportou-me até ao interior do elevador e só aí voltei a tocar com os pés no chão.

Sem nada dizer, aproximou-se de mim e beijou-me apaixonadamente. Eu voltei a não sentir nada para além de um encosto de lábios, uma brincadeira de línguas e sentia-me horrível por isso.

Dongjun voltou a pegar-me ao colo quando o elevador parou; abriu a porta fazendo-me embater contra esta algumas vezes e depois fechou-a com o pé.

A suite era enorme: a cama dava para umas 6 ou 7 pessoas dormirem lá, tinha um ecrã plasma gigante, e champanhe sobre uma das mesas-de-cabeceira.

Ele pousou-me sobre a cama, despiu o casaco, atirando-o para cima de um móvel que havia ali, e agarrou na garrafa de Champanhe.

“Vamos brindar, Sungtae!” – Exclamou, quando a rolha do champanhe saltou e espuma voou aterrando no tapete.

Não respondi, fiquei a olhar para o tecto, a pensar no que haveria de fazer.

Ele entregou-me o copo que eu bebi num trago.

“Ehh!” – Comentou ele, reenchendo o meu copo.

Mais uma vez nada disse.

Bebemos um pouco juntos, mas no silêncio. Quando já tínhamos bebido mais de metade da garrafa, ele pousou os dois copos sobre a mesa e deitou-se ao meu lado.

Colocou a sua mão na minha cintura e puxou-me para si. Voltou a beijar-me e eu deixei-me levar. No entanto, um eco na minha cabeça chamava por alguém e não era ele.

Não esperava que as coisas aquecessem tão depressa. Se calhar, depois de tantas vezes negada, ele estava ansioso por esta primeira experiencia. A sua boca fervia, bem como o seu corpo, as suas mãos tocavam-me em todo o lado e tinham naquele instante, descoberto o fecho do meu vestido, e parecia ter gostado dessa ideia.

O eco que ouvia á instantes eram agora gritos na minha cabeça, que a faziam latejar. “Taemin, Taemin…” diziam.

Já não conseguia pensar de forma racional quando, ao sentir o fecho ser desapertado, empurrei Donjun com toda a minha força, fazendo-o ficar mesmo á beira da cama.

Levantei-me, a tremer.

“Desculpa…” – Disse, antes de correr até á porta e sair a correr.

Ouvi-o a gritar o meu nome em desespero, mas não voltei para trás. Comecei a descer os degraus, como se fosse aquela a única maneira de salvar a minha vida.

Taemin dissera que era tarde demais, mas para mim essas palavras significavam tanto como os beijos de Dongjun sobre a cama: Nada.

Quando saí do hotel, desapertei rapidamente os meus saltos altos e atirei-os para um canteiro de flores. O chão magoava-me, mas correr de saltos era trinta mil vezes pior.

Estava com esperança que ele ainda estivesse no recinto do copo de água, como os outros rapazes tinham ficado a ajudar.

Corri, e ignorei as vezes que o meu corpo pedia para parar. Atravessei as estradas sem olhar, não me desviava das pessoas. A meio da viagem, arranquei o véu do cabelo, levando alguns cabelos atrás e deixei-o esvoaçar no ar enquanto corria para o meu objectivo.

Sem saber bem porquê, as lágrimas começaram a cair outra vez. Agora, chorava e corria. Algumas pessoas paravam e ficavam a olhar para mim, mas isso para mim não tinha qualquer importância.

Quando cheguei ao jardim e não vi ninguém, o meu coração caiu aos pés. Ajoelhei-me na relva, o meu corpo cansado, a minha mente às voltas e as lágrimas a cair.

Quando ergui o olhar de novo, o meu coração encheu-se de luz.

Era ele, Taemin.

“O que estás aqui a fazer?” – Perguntou.

Tive de respirar algumas vezes para conseguir falar. Antes de o fazer, levantei-me como se o estivesse a enfrentar.

“Disseste que as pessoas só descobrem quando estão erradas quando é tarde demais.” – Disse. – “Vim provar-te que estás errado.”

Ele pareceu surpreendido. Olhei-o por uns instantes, antes de arrancar a aliança do meu dedo e a atirar para longe.

“Tinhas razão quando disseste que eu não estava feliz.” – Continuei. – “Estava a ser cega, estúpida… Não conseguia ver que a minha felicidade é aqui, ao teu lado.”

Antes que ele conseguisse dizer o que quer que fosse, atirei-me para os seus braços e procurei os seus lábios.

Quando o beijei senti algo. Algo forte, algo quente, algo especial.

E era para ele que eu deveria ter vestido aquele vestido de noiva.

publicado por Harinnie d(^.^)b às 15:24
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Quarta-feira, 7 de Julho de 2010

Dream a Little Dream

Heyyy, daqui é a Rutto! Já cá não postava há um tempo XDD

Mas... YA! É só mesmo para postar uma coisinha para a outra dona do blog :3

 

bai bai!


 

 

One Shot by: Lee Sungtae

Escrita a: 7 de Julho de 2010

Dedicada a: A minha Pet, que já me escreveu algumas histórias e estava na altura de retribuir. Espero que gostes! Saranghae <33

 

 

Dream a little dream

 

Sonhos. Pois, era tudo o que tinha. Todos os dias, no fim dos treinos, o via sair no ginásio, completamente suado. Quando tirava a t-shirt mostrando-me aqueles músculos magníficos, deixava-me noutra dimensão.

Mal ele sabia que a minha mente fantasiava todo o tipo de situações. Os lábios dele nos meus, os seus braços à volta do meu corpo… Enfim, Kim Harin, tu precisas mesmo duma vida.

Havia uma rapariga que todos os dias o esperava lá fora. Linda, corpo bem feito, cabelos sedosos… Perfeita, por assim dizer. E eu não era mais do que uma colega no grupo de dança com quem Taecyeon falava de vez em quando para perguntar qualquer coisa a ver com a música, os passos ou outra coisa que tivesse sempre a ver com o mesmo contexto. E sim, esse é o seu nome. Ok Taecyeon. Tanto tinha de lindo como tinha de simpático. Preocupava-se com toda a gente. Eu, despassarada como sou, várias vezes tropecei nos próprios pés. Tudo isto porque me distraia olhando para Taecyeon. Que burrice. Se bem que me valia a sua preocupação.

Hoje não foi excepção…

“Vá malta, não custa nada!” – Exclamou Taecyeon sorrindo. – “É só dar três batidas com o pé direito, saltar e trocar os pés!”

Claro que não custava nada! Eu conseguia! Era boa dançarina, simplesmente… Bom, as distracções não ajudavam à concentração.

Estava tudo a correr bem até chegar à parte de saltar e trocar os pés. Nesse preciso momento, o raio do rapaz resolve, mais uma vez, tirar a maldita t-shirt e deixar-me de boca aberta. Resultado? Caí redonda no chão. Mais uma vez.

“Harin!” – Gritou correndo para mim. – “Estás bem?”

“Aii…” – Gemi, levando a mão ao tornozelo. – “Estou.”

“Mas tens o tornozelo inchado…”

“Eu estou óptima…!”

Estupidez da minha parte. Tentei levantar-me fazendo-me de forte mas isso só contribuiu para mais dores no pé. Desequilibrei-me devido à fraqueza do tornozelo mas, em vez de cair de novo no chão, aterrei em algo bem mais quente.

Nomeadamente os braços dele…

“Óptima uma ova!” – Riu. – “Anda, eu levo-te à enfermaria.”

“Mas a enfermeira não está lá agora…”

“Eu sei disso.” – Sorriu. – “Mas eu também sei cuidar de tornozelos inchados.”

Pediu aos demais alunos que prosseguissem os ensaios e levou-me ao colo para a enfermaria. Para não cair, tive de me agarrar ao seu pescoço. Era maravilhoso estar embrulhada naqueles braços tão quentes. Só me apetecia adormecer, ali enroscada, tão protegida…

“Chegámos.” – Anunciou na sua voz calma e linda, enquanto me pousava na pequena maca preta, coberta por uma folha de papel, tal e qual como nas clínicas.

“Tens a certeza que sabes tratar de tornozelos inchados? Pareces perdido…”

“Ahm… Certezinha absoluta!” – Exibiu aquilo que me pareceu ser um sorriso amarelo.

“Pois…”

Tanto me remexi na maldita maca desconfortável que acabei por rasgar o papel. Fiz um ar de “ups” e peguei no bocado que se soltara.

“Não há problema.” – Confortou. – “Há mais aí por cima da tua cabeça.”

Olhei para cima e, de facto, pude constatar que era verdade.

Taecyeon pegou numa pomada anti-inflamatória e em ligaduras. Passou a pomada gentilmente pelo meu tornozelo magoado, massajando-o.

“Quem é a tua namorada?”

Ele olhou-me confuso.

“Namorada?”

“Sim, aquela rapariga que espera por ti todos os dias quando sais daqui… Ela é bonita.”

“É… Mas não é minha namorada.”

“Não?”

“Não, é só uma amiga.” – Ele continuava a massajar-me o pé. – “Quer dizer, eu acho que ela gosta de mim mas…”

“Mas…”

Suspirou. Enquanto arrumava a pomada e me metia a ligadura no pé, nada disse.

“Mas eu não quero nada com ela.” – Arrematou pousando-me o pé com jeitinho em cima da maca. – “Estás melhor?”

“Sim…”

“Porque é que querias saber se ela é minha namorada?”

“Por nada… Curiosidade.”

Taecyeon pousou as mãos na maca, cada uma dum lado, encurralando-me ali. Se eu já estava mal do pé, assim tornava-se muito mais dificil escapar.

“Curiosidade?”

O rosto dele cada vez mais se aproximava do meu.

“S-Sim…”

“Tens a certeza que é só isso?”

“T… Tenho…”

E agora os seus lábios quase tocavam nos meus.

“É que eu tenho um motivo bem forte para não querer namorar com ela.”

“Qual?” – Engoli em seco.

Não respondeu com palavras, mas sim com acções. Com uma acção, aliás. E, de facto, aquilo que mais queria. Os seus lábios nos meus num beijo profundo e apaixonado. Se ele gostava de mim, disfarçava bem.

Os beijos pequeninos e doces que começou por me dar nos lábios, foram se transformando num mais intenso e quente. Uma brasa autêntica.

“Nunca poderia namorar com ela, quando estou apaixonado por ti…” – Sussurrou contra os meus lábios.

“Eu…”

Calou-me com outro beijo. Ele sabia exactamente o que eu sentia por ele: o mesmo que ele sentia por mim.

 

FIM

publicado por Rutto às 17:07
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Domingo, 11 de Abril de 2010

You

Mais um conto lamechas xDD (isto vai-se tornar tipo telenovela xD)

Desculpem o tamanho, deve ser mesmo chato de ler ._.

 

Este, foi baseado num sonho que tive esta noite, apenas troquei os personagens e algumas partes da hstória para fazer algum sentido...

 


Estava a escurecer.

Sabia que, quando anoitecesse, a minha mente se encheria de imagens que eu não queria, de todo, ver. E suportá-las era o maior esforço que eu fazia.

Amar alguém que não parecia, de todo, interessado em nós, tornava o desejo uma espécie de dor dilacerante. Ás vezes eu já desejava senti-la.

Não é que eu fosse masoquista – Deus me livre. – Mas por vezes pensava que ao sentir a dor provocada por alguém facilitava o seu esquecimento.

Estava errada.

Foi no meio do meu raciocínio quase filosófico que senti o meu telemóvel a vibrar.

Era a Minchan.

“Olá Sungtae!” – Disse ela, alegremente, do outro lado do telemóvel.

Minchan era a minha melhor amiga. Tinha o dom de conseguir compreender-me melhor que ninguém, e havia alturas que só a sua voz me conseguia tranquilizar.

“Annyong!” – Respondi-lhe, tentando imitar a sua alegria.

“Estás a fazer alguma coisa?” – Perguntou-me. Mas antes de eu ter tempo de responder, ela continuou. – “Espero bem que não! Fui convidada para uma festa esta noite. Pensei que quisesses vir comigo!”

“Oh, eu não tou com muita disposição para festas…”

“Anda lá! Não te vais ficar a deprimir quando te podes divertir um bocado…”

“A sério Minchan… Não me apetece muito ir…”

“Se eu te disser que o Taemin vai, convenço-te?”

O meu coração deu um salto enorme. Respirei fundo e tentei falar com indiferença.

“Se eu fosse, não seria por ele…”

“Claro…” – Ironizou ela. – “Estou á tua porta daqui a uma hora. Vais como estiveres apresentada.”

“Ma…”

Não tive tempo de responder, ela desligou a chamada.

Soltei um longo e profundo suspiro enquanto abria a porta do armário.

 

***

 

Minchan conseguia, por vezes, ser tão pontual que até irritava.

Quando tocou á campainha, estava eu a concluir o trabalho minucioso de esticar o cabelo.

“Annyong! Afinal não te tenho de levar de atrelado…” – Comentou ela, dando uma risadinha.

“É… Tinha de ir de uma maneira ou de outra, não era? Mais vale ir apresentável.”

“Assim é que eu gosto!” – Disse, sorrindo. – “Vamos?”

“Vou só buscar a mala”

Quando tranquei a porta e senti a brisa suave a bater-me na cara, senti-me quase bem.

“Achei que podíamos ir a pé. A festa é só a uns quarteirões daqui.” – Justificou-se Minchan, enquanto começava a andar.

“Sim, sem problema!” -  Disse. – “Afinal de quem é a festa?”

“Sabes aquele miúdo loiro, todo musculado que é finalista este ano? Eu não me lembro o nome dele…”

“Sim.”

“Ele fez uma aposta com outro. Disse que ia dar uma festa que iria ficar para a história. Idiotices… Alugou um espaço, vê-se logo que é um menino rico, e convidou dois terços da escola. E disse a esses dois terços para levarem amigos.” – Depois corou ligeiramente. – “O Kibum convidou-me…”

“Oh, já estou a ver que vou segurar a vela…” – Disse, em tom de brincadeira, embora a situação de vela fosse bastante desagradável.

“Não, de forma alguma!”

Chegamos a uma pequena vivenda. A porta da frente estava completamente escancarada e de lá de dentro saía música a altos berros. Viam-se algumas pessoas a dançar.

Entrei atrás de Minchan. Ela encontrou logo alguns conhecidos que eu também cumprimentei, de forma educada.

Lá dentro havia o ambiente de discoteca. O que outrora fora uma enorme sala, agora era uma espécie de pista de dança. Havia também a um canto um bar improvisado e uns puffs espalhados aleatoriamente em volta da pista de dança. Ao fundo, haviam umas escadas de metal que pareciam instáveis, com algumas pessoas sentadas nos degraus.

“Isto parece estar animado!” – Girou Minchan, para que eu a ouvisse.

“Podes crer!”

“Oh…” – Gemeu ela. – “Está ali o Kibum… Eu volto já Sungtae!”

“Nem precisas de voltar…” – Murmurei, ficando um pouco chateada.

Olhei em volta e avistei alguns conhecidos num canto mais escuro da sala, sentados nuns puffs. Decidi que faria mais lá que ali especada a olhar em volta.

Aproximei-me, desviando-me das pessoas que dançavam (algumas provavelmente já deviam ter bebido um pouco demais).

“Olá pessoal” – Disse, sorrindo.

Recebi alguns sorrisos de volta, acompanhados por “olás” fogosos.

Mas houve um que me fez estremecer.

Olhei para o lado, e lá estava ele. Tão perfeito, tão calmo, tão bonito… Tinha um sorriso estampado no seu rosto de boneco que eu derretia só de ver. E aquele era para mim. Só para mim.

Sentei-me num puff vazio que, logo por azar (ironicamente falando) estava ao lado dele.

As minhas bochechas ferviam, e eu agradeci bastante o facto de a luz ser muito fraca.

Começamos numa conversa que mais parecia de gente surda, dado que metade do que se dizia não era compreendido. Desejei dar um tiro ao DJ quando o Taemin falou, pois não tive oportunidade de ouvir a sua doce voz, mesmo estando ao seu lado.

Olhei-o atentamente; ele era uma espécie de íman para os meus olhos; mas quando ele retribuiu o olhar, tive de ceder. Sentia-me sempre envergonhada quando ele olhava para mim, e não percebia como é que ele ainda não tinha reparado.

De repente, a conversa cessou quando uma rapariga se aproximou.

Resmunguei entre dentes quando percebi quem era: Eunhee, da mesma turma que o Taemin e que se fazia a ele a toda a força. Odiava-a de morte.

“Boa noite!” – Disse, numa voz esganiçada, dirigindo-se especialmente ao príncipe dos meus sonhos.

“Só se for para ti…” – murmurei.

Reparei que Taemin lhe mostrou um sorriso igual ou ainda mais bonito do que o que me mostrara a mim. E isso mostrou-se um pouco doloroso para mim.

Tinha ciúmes? Tinha! Nunca o admitiria, mas sentia-os!

Quando Eunhee se sentou ao lado de Taemin, os dois partilhando o mesmo puff, esses “ciúmes” tornaram-se uma espécie de raiva.

Lancei-lhe um olhar aborrecido, e ela retribuiu-me com um pouco de desdém.

Eunhee era quase profissional da sedução. Ás vezes perguntava-me qual era o seu local de trabalho: se a escola, ou a rotunda.

Tocava-lhe no cabelo e ria-se cada vez que ele abria a boca, mesmo que se o que ele dissesse não tivesse piada nenhuma. E isso começava a pôr-me os nervos á flor da pele.

Chegou a uma altura que se tornou insuportável. Levantei-me rapidamente, lançando-lhe outro olhar irado.

“Vou buscar uma bebida.” – Disse, desprovida de emoções, e mordendo ligeiramente o lábio inferior para evitar dizer aquilo que me passava na cabeça.

Quando virei costas, a surpresa invadiu-me.

“Eu vou contigo.”

Olhei para trás e Taemin também se tinha levantado.

“Não preciso de companhia…” – Disse, mas logo me arrependi.

“Eu sei.” – Disse ele calmamente. – “Mas eu também quero beber qualquer coisa.”

Não respondi. Caminhamos um pouco lado a lado e dirigimo-nos ao “bar”.

Pedi bebidas para os dois.

“Pago eu.” – Disse ele, amavelmente.

“Mas…”

“Não queres que eu te ofereça uma bebida?”

Deixou-me sem palavras.

Enquanto caminhávamos em direcção aos puffs, não resisti e perguntei-lhe o que me estava entalado á garganta.

“Tu e a Eunhee andam a sair?”

Ele parecia um pouco surpreendido. Depois, um pouco encavacado, respondeu: “Não. Mas a Eunhee é uma rapariga bastante interessante…”

Senti-me a cair, em câmara lenta.

“Isso quer dizer que tu e ela… Algum dia…”

“Porque é que estás tão interessada?” – Perguntou-me ele, sem rodeios.

Suspirei, completamente embaraçada. Ele hoje estava a atingir todos os meus pontos fracos e eu não conseguia dar a volta.

“Por nada…” – murmurei.

“Se queres que te diga, receio bem que eu e ela não tenhamos nada, nem agora, nem no futuro.” – Suspirou. – “Na verdade… gosto de outra pessoa.”

Engoli em seco. Estava a encher-me de esperanças. Mas se a outra pessoa não fosse eu…

“Eu não me vou intrometer mais…” – Murmurei.

Nesse momento, passávamos ao pé das escadas de metal. Subi os primeiros degraus. Era instável. Tal como eu me sentia agora.

Sentia-me como se tivesse a pisar algo que a qualquer momento pudesse cair.

Taemin seguiu-me. Quando se encontrava no mesmo degrau que eu, agarrou-me na mão.

Senti-me percorrida por uma espécie de corrente eléctrica agradável, enquanto o meu coração disparava em batimentos acelerados que faziam com que a minha respiração ficasse tão rápida como se eu tivesse corrido um quilómetro sem parar.

Senti-o a puxar-me. Segui-o, até ao piso superior.

Não estava lá ninguém.

Parecia uma espécie de sótão, desarrumado, cheio de pirâmides, algumas mais altas que eu. E estava muito escuro.

Taemin, sem nunca me largar, enfiou-se no meio daquele mar de desordem. Quando estávamos próximos de uma parede, cercados por caixas e moveis, ele parou á minha frente. A luz era quase inexistente mas eu podia jurar que via os seus olhos fixarem os meus.

“Eu amo-te, Sungtae…” – Disse, e eu senti a sua mão subir pelo meu braço, arrepiando-me, até atingir a base do meu pescoço e ficando aí repousada. – “Não sei se sentes o mesmo mas…”

“Mas eu sinto…” – Completei.

Senti-o a fazer pressão na minha nuca, puxando-me para ele. Quando dei por mim, estava envolta nos seus braços, como sempre desejara, sentindo o seu coração bater por mim, tal como o meu batia por ele. Senti-o a procurar os meus lábios, e eu deixei-me levar por aquele pico de loucura, beijando-o como nunca beijara ninguém….

publicado por Harinnie d(^.^)b às 13:03
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